domingo, 4 de janeiro de 2015

Pastor da Igreja Universal é o novo ministro do Esporte

O nome causa desconfiança no setor, pois em toda sua vida de deputado George Hilton nunca realizou ações voltadas para o tema da pasta
A presidente Dilma Rousseff divulgou na semana passada o nome dos novos ministros que estarão trabalhando ao seu lado no mandato que se inicia em 2015.
Para o cargo de Ministro do Esporte a presidente nomeou o deputado federal George Hilton (PEB-MG) que é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
Hilton é deputado federal desde 2007, depois de cumprir um mandato como deputado estadual em Minas. Nascido na Bahia, o parlamentar é radialista, apresentador de televisão e teólogo, cargos conquistados depois de se tornar pastor da IURD e passar a fazer programas religiosos nas emissoras da denominação.
O pastor evangélico assumirá a pasta faltando cerca de 600 dias para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, evento que assim como a Copa do Mundo exigirá esforços do governo para que tudo seja entregue dentro do prazo seguindo os padrões internacionais.
Apesar dos desafios que irá enfrentar e das críticas que já está recebendo, George Hilton tem recebido apoio de seus eleitores e fiéis da IURD que lotam sua página no Facebook com mensagens de felicitações e encorajamento.

Escolha gera críticas de entidades esportivas

O nome de George Hilton para o Ministério do Esporte não agradou as entidades ligadas a pasta como é o caso da Atletas pelo Brasil, organização presidida por Ana Moser, ex-jogadora de vôlei.
O deputado evangélico não está familiarizado com o tema e foi escolhido por conta das ligações partidárias entre o PRB e o PT que divide os ministérios com os partidos aliados.
Ao comentar a escolha no novo ministro a entidade pediu mais respeito ao governo e criticou os critérios usados para esta escolha. “Exigimos muito mais respeito e cuidado com tudo que envolve o tema Esporte no Brasil. O que está muito longe de acontecer quando constatamos os critérios, ou a falta deles, que foram usados para a escolha do novo ministro”, afirma a Atletas pelo Brasil.

Pastor se torna ateu após ficar um ano “sem Deus”

Ryan Bell foi pastor adventista por 19 anos
o início do ano de 2014, o pastor Ryan Bell, da Igreja Adventista da Califórnia, anunciou que iria viver durando um ano como ateu e escreveria um blog para relatar a experiência.
Ministro ordenado, tendo pastoreado igrejas por 19 anos, até recentemente era professor em duas universidades cristãs conceituadas além de prestar consultoria a igrejas. Aos 42 anos ele afirmou que desejava saber como é “viver sem orar, ler a Bíblia ou pensar em Deus”. Após esse anúncio, as universidades o demitiram.
Uma campanha foi criada por movimentos humanistas para ajudar a Bell a se sustentar, tendo arrecadado 27 mil dólares.  Agora ele está trabalhando na PATH, uma ONG dedicada a alimentar e ajudar moradores de rua.
Ele deu uma entrevista para a NPR, rádio com grande audiência nos EUA. Entre outras coisas, comentou que está sendo criticado por muitos cristãos, que o acusam de misturar seus problemas na igreja com os propósitos de Deus. Outros dizem que ele jamais nasceu de novo.  Há grupos que o acusam de ser um ateu, mas que criou um “golpe de marketing” para aparecer.
Depois de 11 meses e meio, Bell disse: “Eu não acredito que Deus existe. Acho que faz mais sentido as provas que tenho e minha experiência”.
“É uma expressão de uma parte de mim que não mudou. Ainda sou a mesma pessoa, no fundo, que eu era antes. Preocupo-me com justiça e igualdade, e quero ver oportunidades iguais em nossa sociedade “, afirmou.
Reconhece que o ateísmo é “um ajuste estranho”, e que tem dificuldade de andar com seus antigos amigos cristãos.  “Antes eu queria um relacionamento mais próximo de Deus, e hoje só quero um relacionamento mais próximo com a realidade”, asseverou.

Ateísmo cresce no Oriente Médio e preocupa governos

Na Arábia Saudita 5% da população se declara ateísta mesmo sabendo que para o governo eles são iguais aos terroristas

Segundo a Dar al-IFTA, instituição estatal egípcia que difunde dados ligados ao islã,  o Egito tem 866 ateus. O dado parece irrelevante se pensarmos que representa 0,001% da população do país, porém para os egípcios os dados podem ser alarmantes.
Em outra pesquisa, dessa vez realizada pela Universidade Al-Azhar, entidade que ostenta muito prestígio dos sunitas, a quantidade de ateus pode chegar a 10,7 milhões se pensarmos na proporção do estudo que mostrou que 12,3% da população não está ligada a nenhuma religião.
Os religiosos já estão preocupados com o aumento do ateísmo no Egito. Em outubro deste ano o sheik  Ahmad al-Tayyib,  da Universidade Al-Azhar, foi na televisão comentar que as pessoas sem religião não fazem mais parte de uma minoria e que esse afastamento é um desafio social.
O fenômeno do secularismo que atingiu a Europa nas últimas décadas está encontrando um terreno fértil no mundo Árabe onde vários países muçulmanos já começam a ter representantes ateus cada vez mais organizados graças as internet.
O jornal alemão DW conseguiu encontrar alguns grupos de ateus no Facebook dos países Tunísia, Sudão, Egito e Arábia Saudita, todos com fortes ligações com o islamismo, religião que vê os ateus como pessoas que podem espalhar discórdia entre os fiéis, algo visto como um pecado grave.
Na Arábia Saudita os ateus são comparados aos terroristas, grupos que representam grande ameaça para o país. Lá cerca de 19% da população não tem religião e 5% confessaram ser ateístas. No Iraque ninguém se declarou ateu, mas 9% da população afirmaram não ser religiosos.